sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

10 meses e a (quase) independência

Davi fez dez meses e praticamente já não é mais um bebê. O engatinhar ganhou agilidade (ele consegue perseguir o cachorro da minha mãe, só para se ter uma ideia) e fica de pé em qualquer coisa que possa se apoiar para levantar. O bichinho AMA uma barra. Tanto que, no Natal, ele se agarrou de um jeito no andador da tia-vó (que tinha acabado de operar o quadril) e na bengala da vó da minha prima (que já é uma senhorinha e perdeu pro Davi este objeto durante o almoço de Natal). Achei até que gostou mais dessas duas coisas do que dos brinquedos que ganhou.

Já anda rápido, com certa coordenação, com a gente segurando pela mão. Antes trocava as perninhas, mas agora já dá um passo por vez. Aprendeu a "descer" do sofá de costas e, segundo minha mãe, que anda ensinando estas estripulias pra ele, o danado se amarrou e ficou com aquela cara de felizão de quem acabou de aprender alguma coisa e descobriu a pólvora (amo muito tudo isso quando presencio momentos como esse). Fica de pé sozinho quando apoiado com as costas na parede. A gente distrai o bichinho cantando música, ele bate palmas e esquece que está so-sozinho. Ou seja, meu bebê virou um quase bípede.

Está interagindo muuuito mais. Já brinca com a gente bastante. O dia em que aprendeu a se esconder atrás da toalha do banho para brincar de esconde-esconde, foi o máximo. A gente dizia "cadê Davi?" e ele escondia o rosto e depois aparecia. Na primeira vez soltou uma mega gargalhada, do tipo que-maneiro-esse-negócio-de-se-esconder-sozinho. E também já imita a gente direto. Ontem, imitou o brrrr e o disco arranhou. Não parava de jeito nenhum de fazer o barulho + cuspe (porque, né, pra fazer brrrr direito tem de ter uma boa dose de baba). Engraçadão...

Começou a se "irritar". Não é bem uma irritação, com choro, mas ele faz uma cara esquisita e deixa o corpo todo tensionado, como se estivesse com raiva junto com o barulho hriiiii. Às vezes faz isso do nada, às vezes faz quando é contrariado. Eu não me aguento e dou risada.

Deu pra chorar quando me vê. Chego do trabalho, ele lá brincando todo feliz. Basta ouvir minha voz pra ficar chatinho. Faz aquele choro de reclamação (aquele que nem lágrima tem) e só para quando dou o peito. Mama feliz uns quinze minutos e pronto. Já volta a brincar e a interagir com os outros seres humanos da casa.

Está grandão, mas pela primeira vez emagreceu de uma consulta pra outra. Tudo bem que foi numa consulta com menos de quinze dias de espaço para a última (levamos no meio do mês porque ele teve conjuntivite) e foi super pouquinho de peso perdido, só 30g. Tá agora com 9,970kg e 75cm de altura.

Ganhou novos dentes (cinco!) e de quebra teve febre e coriza (que poderiam estar relacionados ao dente ou não). Por conta da coriza constante, o médico passou um antialérgico para ele. Também está usando um remédio pra boca, pois pegou sapinho, que passou pro meu peito... diliça :-( Então, juntando tudo isso ao episódio da conjuntivite, esse foi um mês agitado do ponto de vista médico. Ainda bem que essas ziquiziras já passaram.

Está comendo super bem agora. Não teve mais episódios de vômitos e o cardápio se ampliou. Já comeu uva, cereja (os dois sem caroço e sem pele, com a polpa já semi-amassadinha) e até rabanada (é, é açúcar puro, mas era Natal, minha gente, não resisti - e ele a-mou!).

Está crescendo rápido, a olhos vistos, mais depressa do que eu poderia imaginar. E eu fico com uma sensação contraditória. Querendo que cresça rápido, que seja cada mais independente, para a gente fazer coisas diferentes, como ir a praia, almoçar em um restaurante (ele comendo da nossa comida) e conversar (não só eu falando, mas com ele respondendo com palavras). E querendo ao mesmo tempo que ele fique assim, um bebê, fofo, com gracinhas que só essa fase de descobertas de sensações e de desenvolvimento motor tem. Vai tentar me entender... 

Novos sabores e sensações

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

As férias escolares e as minhas não-férias trabalhísticas

Final de ano chegando. Uma euforia começa a tomar conta das pessoas, um clima de desaceleração, um monte de festas, de comemorações de final de ano, de encontros com os diversos grupos sociais, como se o mundo fosse acabar se as pessoas não se encontrassem antes do dia 31 de dezembro. Parece que está todo mundo enlouquecido para dar conta de terminar todos os afazeres até o dia 15 e, depois de tudo pronto, relaxar. Eu tô nessa vibe meio louca de querer dar conta de tudo, de abraçar o mundo, e até sinto um cheiro de férias no ar... Como se Natal e final de ano fosse sinônimo de uns diaszinhos de folga (resquício dos tempos do colégio e da faculdade que teimam a não me abandonar). Só que isso não me pertence mais...

As férias de 2011 foram emendadas na licença (e não me arrependo). As do ano que vem só a partir de julho que eu teria direito a tirar (não necessariamente equivale ao mês que eu vou tirar hehe). Ou seja, tá muuuito longe esse sonho - sim, porque eu tenho sonhado com isso com algum frequência, de ir para um resort no Nordeste e passar uma semana completamente na horizontal.

As minhas férias estão longe, mas as do moleque já estão aí, na esquina. Serão 16 dias ao todo de recesso escolar. Hoje foi o último dia e só retorna na terça-feira, depois do ano novo. E como faz a pessoa que tem de trabalhar direto, non-stop, sem um diazico de folga pra chamar de seu? Recorre à mãe!!! Sim, mamãe foi devidamente convocada a ficar de babá (ou seria baba mesmo, sem o acento?) de neto nos dias em que a creche para suas atividades.

Não me entendam mal. Acho ótimo Davi ficar uns dias com a vó. Ele (e ela, certamente) vai amar! Mas eu acho uma "falta de absurdo" esta creche ter um recesso tão longo, especialmente quando penso no preço que eu tô pagando. E as pessoas que não tem a quem recorrer? Faltam simplesmente o trabalho (são demitidas e, consequentemente, não tem dinheiro para pagar a bendita creche)? Enfim, só um desabafo... Podia pelo menos rolar um descontinho no mês das férias, mas aí é sonhar alto demais.

E, antes de encerrar definitvamente as atividades, a creche fez uma reunião de pais com as turmas dos berçários (sim, são mais de um, porque tem a turmas dos pititicos e a dos quase-adolescentes de até dois anos, se não me engano). E lá fui eu para a minha primeira reunião de pais.

Me senti muito adulta (ops, até mãe já sou, mas ainda me surpreendo com o quão adulta eu me tornei, doida eu, né?). A sala cheia e eu era a única ainda com a cria no colo. Não quis nem saber. Perguntei se podia levar e ninguém me proibiu. Então, Davi assistiu a reunião no meu colo. Prestou atenção nas pessoas com microfone, ficou impressionado com as palmas da plateia, olhou para as pessoas ao redor, mexeu com as minhas duas vizinhas de cadeira. Mas se comportou como um gentleman, sem reclamar, sem chorar. E eu aproveitei para tirar mais uma casquinha da cria, antes de sair que nem uma doida com pressa para o trabalho.

Depois de um loooongo discurso da orientadora educional com a apresentação de cada atividade de cada berçário (que mais pareceu uma palestra de auto-marketing escolar pesado - meio desnecessário, uma vez que todos os pais ali presente já matricularam seus filhos para o ano que vem), uma das tias do berçário cantou uma música, Noite Feliz, para encerrar a reunião. Achei bacana, mesmo sendo um pouco piegas. Mais da metade da plateia chorou e eu não entendi direito o porquê, mas eu sou uma pessoa de coração quase-gelado que melhorou e muito com o nascimento da cria; então, achei a musiquinha até legal (tá vendo como eu tenho melhorado?).

Por fim, ganhamos umas fotos que resumiram o ano da criança na creche. Aí, sim, posso dizer que amei. Sabia das atividades do Davi na creche, mas ver na foto as imagens foi demais. Eu sabia, por exemplo, que ele já tinha brincado com tinta guache (pela unha meio colorida com que chegou em casa, pelo recadinho na agenda e por ter conversado com as tias na hora de buscá-lo), mas ver a imagem dele de fraldinha, todo lambuzado de tinta, com um monte de bebês do lado, não tem preço!

Tá aí o videozinho que recebemos das fotos animadas.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Roupitchas de bebê - elas chegaram!

Lembra que eu tinha falado tinha descoberto uns dois sites maneiros de roupas infantis aqui? Pois então, segue agora a resenha.

As roupas encomendadas no Eoutlet4u chegaram super rápido. Coisa de uns quinze dias, no máximo. Tudo direitinho, conforme eu tinha pedido. E melhor: não fui taxada! O pessoal do site não declara no pacote da mercadoria o valor total da compra. Sempre vem menos de U$50,00 e aí a alfândega não pega. Gostei tanto e foi tão rápido, que até já encomendei uma outra vez (que também já chegou! e também não fui taxada!).

O pedido da Gymboree é que demorou um pouquinho muuuito mais. Mais de um mês depois de ter fechado o pedido, recebo uma nota dos Correios falando que a minha encomenda estava lá na agência aguardando para ser buscada. E para isso tinha de pagar a módica quantia de 60% do valor total da compra!!! Putz... Mas posso dizer que mesmo assim valeu a pena, porque comprei tudo na promoção, com preços lá embaixo. E, certamente, se fosse comprar tudo isso em lojas aqui no Brasil, iria custar pelo menos mais que o dobro do que eu paguei, incluindo o valor da taxa.

No primeiro site, que revende algumas marcas gringas, comprei tudo Carters. Algumas coisas de frio e outras para o verão (incluindo os modelitos do Natal). Já o segundo site é de uma marca própria e foi tudo roupa de frio. As roupas da Gymboree tem um acabamento e qualidade beeem superiores à Carters (não que seja ruim, mas achei a malha da Gymboree melhor, com os bordados da roupa com acabamento bem superior também).

Então, mesmo com taxa extra e chateação de ter de ir até os Correios para buscar a encomenda, estão aprovadas as compras virtuais de roupa para o filhote. Estoque de peças para o inverno garantido e meu bolso agradece!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dentes novos e mudança de humor

Há dois dias, Davi anda tendo umas febrinhas, bem leves. E só pode ser os dentinhos novos. Resolveram romper três ao mesmo tempo. Os dois de cima, bem na frente, e mais um embaixo, ao lado dos dois dentinhos que já estão na arcada de baixo.

Quando esse primeiros dentinhos nasceram, nada de drama. Davi só salivou muito, teve muito nervoso na boca e "atacava" qualquer obejto que servisse para lhe coçar a gengiva. Dessa vez, tudo isso aconteceu, mas somado a esses sintomas veio a febre e a chatice.

De uns dois pra cá, ele deu pra chorar a toa, em casa e na creche. E ele não é assim, não é o normal dele. Ele normalmente não chora por nada, é a criança mais bem humorada que eu conheço. No máximo, ameaça um choro quando está com sono, mas logo dorme.

E nesses dois dias ele está tendo dificuldade de dormir na creche (pelo menos, não em casa - se bem que ele anda acordando mais vezes durante a noite, a não ser que eu o leve para minha cama). E hoje, quando eu cheguei para buscá-lo na creche, não queria de jeito nenhum ficar no carrinho. Parecia que tinha espinho de tanto que ele chorou nas três vezes em que tentei colocá-lo sentado no carrinho. Nunca tinha feito isso...

Não sei se é o dente ou se é ansiedade da separação atrasada (esse tipo de crise costuma ser aos seis meses, pelo que eu li), mas o jeito do Davi está mudando. Ai, medo...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Lei de Murphy materna

Você treina a criatura praticamente desde que nasceu a bater palmas ao cantar a música do "Parabéns pra você!". Sabe como é o treino? Pega as mãos do bichinho e bate enquanto canta, váaarias vezes ao dia, em ritmos diferenciados (rapidão, devagarzinho, mudando um pouco a letra, enfim, diversas combinações). Ele sempre amou, ria, dava gargalhada, das mãoszinhas batendo e das palhaçadas que eu fazia enquanto cantava. E quando ele finalmente aprende, resolve estreiar a novidade longe dos olhos da mãe-treinadora para o deleite da vó-babadora.... 

Então, sem mais delongas, vejam a estreia de Davi na modalidade batedor-de-palmas-descordenadas-porém-não-menos-fofo!!!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A hora do banho, que hora mais feliz

Já falei algumas vezes que Sr. Davi AMA seu momento de banho. . Tiveram várias modalidades: ó só. Só que na casa nova esse momento era curtido de uma forma mais contida, porque o banho era de pia. Davi cresceu, nem dava mais direito na banheira de pia que havia comprado, mas mesmo assim eu insitia, porque era o banho mais prático que se pode dar num bebê (fazia tudo sozinha em no máximo 10 minutos, show de bola).

Só que agora, com a mudança de casa, Davi passa para uma nova modalidade de banho. A de banheira de marmoglass. No apartamento da minha mãe, na obra que ela fez, foi feito um quadrado de pedra que dá para encher com água. Fica uma banheira mesmo, bem rasinha. Imitei e fiz uma lá em casa, já pensando na cria. E ele já começou a curtir essa nova modalidade aqui na minha mãe, enquanto minha casa ainda não está funcional. Tanto que o banho já não é mais tanto um momento de relaxamento (ele ficava tão quietinho na banheira de pia... ai, q saudade...) e sim de super brincadeira. O garoto não parou quieto com tanto espaço para se movimentar! Olha só as fotos.

Gritinho de felicidade

Fecha a boca pra não entrar mosquito, menino!

Dá pra perceber o que é baba e o que é água?

"Eu acho que vou comer esse pato..."


"...comi!"

Bagunceiro sem-vergonha

"Além de pato, como também torneira de banheira ou qualquer outra coisa que apareça pela frente"

O cabelo já tá grande, mas só no topete :-)

E os olhos "acastanharam" e ficou iNgual mamãe e papai

"E vc? Tá olhando o q?"

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

9 meses e a mudança

Achei que nunca fosse fazer isso. Me desculpar pela ausência no blog. Acho isso meio uó, o princípio do fim de uma publicação digital, mas... ó eu aqui de novo cuspindo pra cima.

Nesse meio tempo de sumiço do blog, Davi fez 9 meses (iei!), cresceu e engordou muito. Tá agora com 46cm de cabeção, 74cm de altura e 9,870kg de peso. O ganho de peso nesse mês foi mais de meio quilo, bem mais do que os míseros 200g do mês passado que foi recheado de muitos vômitos e adaptações de comidinhas. Agora, Davi já tá comendo de tudo e de olho grande na nossa comida. E eu não resisto, dou sempre um pedacinho do que estou comendo (se for uma coisa saudável e caseira, não junk food).

Agora a justificativa para o sumiço: fim de obra e mudança de casa. Sim, eu me mudei!!! Só não estou ainda morando na casa nova. Não entendeu nada, né? É que estou alojada aqui na minha mãe enquanto minha casa toma cara de casa mesmo e não de acampamento. Com bebê pequeno, dia tomado por conta do trabalho e resoluções mil para deixar tudo em ordem, é óbvio que ainda está O caos. E o ponto alto disso tudo foi o último final de semana.

A bancada da pia da cozinha ainda não chegou, só uma das coisitchas que estressaram a gente. O box da minha cama também não coube no elevador e não passou pela escada do prédio. Foi devidamente doado para minha sogra (ela que tinha dado a cama mesmo quando a gente juntou os chinelos velhos...) e comprei um outro box. Mais mil e poucos reais (minha teoria é que tudo, qualquer coisa, qualquer detalhe de uma obra ou casa nova é mil reais, ou mil e pouco ou mil e muito).

E hoje foi o dia D. Montaram o box da cama, o berço, instalaram a Net (só no quarto, porque o conduite entupiu e não passou o fio - mais um problema pra resolver, senão nadica de nada de TV na sala) e a máquina de lavar. Isso tudo porque teve faxineira e minha sogra dando uma geralzona e assim deu pra receber essa galera toda. Segunda instalam a bancada da cozinha (não deu pra ser antes porque eu queria a bancada com a pedra mais preta que existia no mundo, que é mais cara e difícil de achar - mas eu precisava dela... cês entendem?). Mas acho que já dá para ficar acomodada no apê novo no sábado, mesmo que sem armários ainda.

Pra resolver momentaneamente este problema do armário, comprei no Saara (mercado popular que fica no centro do Rio de Janeiro) no dia da mudança uma arara giga. Pelo menos as roupas de passar tem um lugar pra morar enquanto os armários não ficam prontos. Tive que sair no meio do caos (empacotei e levei tudo, tudo mesmo, no final de semana) no sábado na hora do almoço pra comprar a tal arara e erramos o caminho (eu e minha tia loira que estava dirigindo - nada pessoal com as pessoas loiras que irão ler este post, tá? :-). Entramos sem querer no edifício garagem (um prédio mega só com vaga para carros, também no centro do Rio) e pra sair tivemos de subir até o 12º andar pra depois descer tudo!!! Isso tudo com o tempo curto (a loja, chamada Molezão, ia fechar 13h - irônico o nome, não?) e quase sem gasolina (tava na reserva).

Chegamos na loja, paguei tudo 12h55 e saí de lá para encontrar minha tia na rua, porque não tinha vaga. O Saara já está um loucura por conta do Natal (mistura de colmeia com formigueiro) e ainda por cima tinha um ônibus sendo assaltado na hora em que saí. Ou seja, a visão do inferno!

E pra completar o quadro, nesse dia do caos, Davi resolveu engatinhar (eu vi!) e bater palminhas quando se canta "Parabéns pra você" (eu não vi ao vivo, mas minha mãe gravou... humpf...). E depois descobri (ontem na creche, quando fui buscá-lo) que já tinha feito essas duas coisas lá e ninguém tinha me avisado. Pohan!...

Tirando isso, foi tudo óoootemo, como vocês pode perceber. :-)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O primeiro Natal

No último final de semana, foi possível ver o clima de Natal completamente instaurado e dominado no shopping. Lojas e corredores decorados, uma multidão de gente comprando, comprando e comprando. E mesmo tendo uma visão crítica sobre o feriado, não resisti aos seus encantos. Me explico.

Sempre adorei o Natal (família reunida, troca de presentes, comida farta), mas conforme fui ficando mais velha, comecei a questionar essa coisa toda americanizada: bonecos de neve, decoração com pinheiros, roupa super quente no papai noel. Meio estranho quando se pensa que o Natal no Rio de Janeiro em geral é um dia super abafado, com calor de 40º e chuva de verão no fim do dia que quase sempre não refresca.

Essa resistência boba a coisas americanizadas, acho que resquício da minha formação acadêmica, somada ao início da adaptação do Davi na creche me fizeram não arrumar uma fantasia para ele usar no Halloween da creche. Pô, achei um pouco demais. O guri com 7 meses já tinha de ir fantasiado para participar da festa? Ele nem ia perceber! E a minha resistência foi maior ainda quando eu pensei que ia comprar uma fantasia para as tias da creche curtirem o meu filho no meu lugar durante a festa (eu nem ia ver!). Então, pra quê comprar uma fantasia para ele usar uma única vez (bebês crescem, esqueceu?, e perdem roupa num piscar de olhos) se ele mesmo nem ia perceber e eu, a mãe, aquela que quer curtir esses momentos de pura fofura bebêzística, iria estar a quilômetros de distância? Deu birra na pessoa aqui.

O resultado é que ele foi o único bebê não fantasiado no Halloween. Todo mundo com quem eu comentei esta minha resolução achou que eu deveria sim tê-lo fantasiado. Que esse meu pragmatismo todo deveria ter ficado de lado. Ninguém se identificou comigo :-(

Bem, mas voltando ao Natal, é possível imaginar que eu não estaria nem aí para este feriado. Afinal, Davi ainda nem entende isso e ainda não foi mordido pelo bicho consumista que ataca sempre no final do ano. Árvore de Natal é fato que não vou comprar e montar nesse ano. Só mais trabalho para a pessoa aqui que está enfrentando um fim de obra + início de mudança (sem armários! um capítulo a parte....). Mas eu não resisti a um dos maiores clichês natalinos ever! O papai noel de shopping.

Maternidade é isso mesmo, cuspir pra cima e depois se deparar fazendo exatamente aquilo que achava que não iria fazer. Óia aí o resultado.

Eu guento com essa fofura toda?  

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O presente da discórdia

Marido chega em casa em plena segunda-feira, dia de nada, nenhuma data assim realmente marcante. Mas eis que ele aparece com uma caixa enooorme, embrulhada para presente. "É a Ferrari que eu comprei para o Davi!" Respirei fundo e retruquei com:

a) "onde é que eu vou enfiar este carrinho antes da mudança?", levando em consideração que ainda estou no nosso quarto e sala, que já não suporta mais nenhum item infantil adicional;

b) "esse carrinho vai riscar todo o nosso piso de porcelanato novo!", ouvindo o atrito da roda de plástico com o atual piso de cerâmica;

c) "isso aí não é muito seguro...", enquanto encaixava as peças e relembrava o antigo "carrinho" que a gente mesmo fez - basicamente uma caixa de plástico grandona e algumas almofadas para montar o cockpit, bem mais child friendly;

d) "mas isso aí foi muito caro!", lembrando da fatura de cartão de crédito da obra que está para vencer;

e) "não podia ter segurado até o Natal?", ao perceber que estava queimando um cartucho antes da hora; 

f) "ele tá muito lindo nesse carrinho. Vamos tirar uma foto!", ao vê-lo se divertindo horrores no brinquedo novo.

Só o Davi mesmo para quebrar esta mãe chata e controladora...

Fala sério, né? Esse sorriso quebra qualquer um mesmo

domingo, 6 de novembro de 2011

Os vômitos, a creche e o fim de uma era

Dramático esse título, né não? Mas foi um drama o que rolou nos últimos tempos. Desde que Davi começou a comer coisas sólidas, papinhas e afins, ele tem vomitado. Começou nesse dia aqui e o episódio se repetiu. Da primeira vez, achei que foi por conta da minha ansiedade, de alimentá-lo rápido demais. Mas aconteceu de novo e de novo e de novo. Ao todo, foram quatro episódios em casa e dois na creche. No último deles, na creche, fui chamada para pegar o Davi mais cedo porque ele ficou bem molinho, abatido mesmo.

Nesse dia do episódio da creche, a berçarista me ligou assim que tinha chegado ao trabalho depois de dar o mamá da hora do almoço. E tinha demorado em torno de duas horas para ir e voltar (sendo que na creche mesmo, tinha ficado só uns 10 minutinhos). Tava arrasada por ter enfrentado um trânsito monstro, nervosa por ter demorado muito tempo e morrendo de fome. Pois então, mal cheguei, eu já tinha que voltar. De preferência em cinco minutos, porque o Davi estava molinho. Mas eu com certeza iria demorar pelo menos uma hora (de novo).

Com o coração na boca, tentei ligar para o Tide, para que ele tentasse chegar antes de mim e só caía na caixa. Put.....erda! Queria matar, esfolar, ele, o trabalho, o trânsito, quem aparecesse na minha frente. E nesse olho do furacão, me liga a compradora do meu apartamento querendo me dar uma pressão para sair mais rápido do apartamento (oi? o combinado não era final de novembro?eu tenho uma obra para acabar!). Não sei nem como consegui me controlar...

Acabei conseguindo falar depois com o marido enquanto me despencava de volta para a creche. Chegamos quase ao mesmo tempo e ainda rolou uma pequena discussão do marido com o senhorzinho que cuida do trânsito de entrada e saída de carros na creche ("vou deixar meu carro aqui porque tô indo pegar meu filho na creche, rapidinho; ele tá doente" ao que o senhorzinho respondeu "e eu com isso?" - o suficiente para fazer meu calmíssimo marido falar umas palavras bunitas para ele). Isto tudo porque estresse pouco é bobagem, né?

Na consulta de acompanhamento de oito meses, conversamos com o pediatra sobre o ocorrido. Segundo ele, não devemos nos preocupar muito, pois Davi continua crescendo e ganhando peso. Está agora com 73 cm de altura, 45cm de diâmetro da cabeça e 9,270kg de peso. Nos gráficos comparativos, está com um tamanho de cabeça na média, o peso está um pouco acima da média e a altura está muuuito acima da média. Engraçado que, comparativamente, ele deixou de ter um cabeção para ser um vara-pau. hehe

Bem, conversando com o pediatra sobre os episódios, chegamos à conclusão de que ele deveria estar muito cheio. Por isso acabava vomitando. Especificamente, nesse dia do episódio da creche, eu dei o peito antes dele almoçar (ele dormiu antes de almoçar e as berçaristas iam oferecer o almoço depois). Só que ninguém me avisou que ele não tinha comido! Fui logo pegando e dando o peito (toda afobada por conta da hora, do trânsito, do estresse). Depois, o bichinho ainda almoçou. E logo em seguida, colocou tudo pra fora.

O pediatra sugeriu que o peito da hora do almoço fosse interrompido e que eu tentasse respeitar os horários das refeições, segurando o peito para não atrapalhar a fome da criatura. Que o ideal era o Davi se alimentar de 4 em 4 horas. Acatei, porque acho que ele tem razão mesmo. O leite aqui ainda jorra, o peito fica duro e cheio como na época em que ele era recém-nascido (nem cheguei a menstruar ainda). Em casa, no final de semana, acabava dando o peito toda hora porque o Davi gosta, porque era cômodo (um ótimo tranquilizador de bebê) e porque era uma forma de matar a saudade acumulada da semana. Já suspendi o mamá do almoço (o fim de uma era!!!), mas confesso que no final de semana ainda estou dando o peito ao longo do dia, só que de forma bem mais comedida.

Outra coisa que só pensei hoje por conta de um comentário da minha vó, era que o estresse de ir e voltar da creche, a preocupação com horário, com trânsito, isso tudo podia estar passando pelo leite. E refletindo um pouco sobre isso, pode até ser que tenha alguam relação, o que me acaba me confortando e me dando a certeza de que tomei a decisão certa por suspender esse mamá.

O resultado é que Davi passou um final de semana lindo, sem vômitos e estresse!!! Por eu ter respeitado o espaço entre uma refeição e outra, sem dar o mamá desenfreadamente a qualquer momento, o apetite dele para a comida foi melhor. A papinha feita pelo papai com um pouco de tempero (um alhinho, azeite e um pouquito de sal para dar gosto) também contribuiu para ele comer tudo (bem melhor so que aquela insossa que eu estava fazendo). Uma satisfação para essa mãe aqui!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

As coisas mais engraçadas do mundo

... observar alguém fazendo embaixadinha com uma bola de futebol e depois caindo como um goleiro para pegá-la quando ela escapar;
... ver alguém se aproximando aos poucos, fingindo que está tossindo alto;
... ouvir alguém falar, repetidas vezes, palavras como tranquilão ou calça curta;
... sentir um pano passar pelo rosto várias vezes, acompanhados de umas músicas e gritinhos;
... ganhar um "cheiro" no pé, acompanhado da frase "que chulé!".

Achou graça? Pois é, nem eu. Mas para o Davi essas são as coisas mais engraçadas do mundo inteiro!!! Dá para repetir umas 8.934 vezes até "gastar", quando ele começa a forçar uma risada só para a pobre mãe aqui ou o pai não ficar no vácuo. Mas logo, logo, descubrimos uma coisa nova para fazer ele de novo gargalhar alto, rir tanto, até sair aquela risada sem som, que doi a barriga.

E não é que ele ri de mim e para mim? Eu que sempre me achei tão sem graça... Coisa mair lindja de mamãe!!!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

8 meses

Meu filhote comemora hoje 8 meses e coisas muito importantes aconteceram nesse mês. Seus primeiros dentes nasceram. Seu primeiro resfriado brabo aconteceu. Seu cabelo cresceu bastante, especialmente o topete estilo moicano (já até me perguntaram, mais de uma vez, se eu corto o cabelo dele desse jeito, pode?).

Foi também nesse mês que começou na creche em período integral e embalou na questão comida, almoçando, lanchando e jantando todos os dias. A adaptação na creche me rendeu alguns percalços, mas também alguns presentes, como o que eu ganhei anteontem. Ao me ver, sentado no chão, gargalhou altão e ficou se mexendo loucamente, como se estivesse querendo dizer: "alguém me pega aqui e me entrega para a minha mãe!"

Está mais durinho, mais esperto, mexe em tudo. Aprendeu a sentar certinho, sem risco de pender para os lados. Já se arrasta pelo chão (poucos centímetros, mas tá tentando se locomover). Ficou de "gatinho" ontem. Achei que tivesse sido a primeira vez, mas o Tide disse que já tinha visto ele fazer isso na creche (humpf... mas pra mim a primeira vez foi ontem, aqui mesmo em casa). Por não saber engatinhar, ficou parado e rindo, gargalhando, como se tivesse acabado de descobrir a pólvora. Na creche, já subiu sozinho do chão, segurando na barra que fica em frente ao espelho (ahá, isso eu já tinho visto aqui em casa, no berço!).

A amamentação segue firme e forte mesmo com a distância. Tô me virando nos 30 e tenho conseguido fazer o que me propus: ir todos os dias na hora do almoço dar de mamar. Cansa muito, mas a recompensa é o olhar de apaixonado com que ele olha na hora que eu chego. É esse olhar fixo e a mão pegando na minha boca enquanto mama (a nova mania do momento). Isso compensa qualquer viagem para atravessar a cidade.

E para finalizar as novidades do último mês, a mais importante de todas. O grau de fofura desse menino tem dobrado a cada segundo de cada hora, de cada dia, de cada semana!!! Quando eu acho que ele chegou no auge, eu me surpreendo com alguma coisa mais fófis que a última. Daí o que eu faço? Cubro esse moleque de beijos, de mordida... E não é que ele se amarra nesses agarrões?

Com direito a dentinho aparecendo,
para aumentar consideravelmente o nível de fofura da foto.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

No parquinho

No último final de semana, fomos a um churrasco. Do lado, tinha um parquinho, que Davi já começou a aproveitar. O bichinho não anda, não fala, mas já gosta de uma bagunça!

Na creche, ele já frequenta o parquinho com seus colegas de turma, mas não passa de uma piscina de areia com uns brinquedos pequenos em volta. O parque com escorrega e balanço, dos meninos maiores, fica longe. Então, foi esta a estreia de brinquedos grandes, de meninos grandes. Ele a-mou ser colocado nos brinquedos! Ó só o registro fofo desse momento.

No colo do papai

Salto alto e areia de parquinho não combinam: já aprendi minha lição

Fófis

"Me segura, papai!"

domingo, 23 de outubro de 2011

Melô da meleca

Quando a gente vira mãe, vira palhaça também. E tudo é motivo de canção. Qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo, vira uma musiquinha tosca, sempre aproveitando uma melodia já conhecida (no meu caso). No vídeo, um belo exemplo disso. Guantanamera adaptada, inspirada pela quantidade de meleca que se encontrava no nariz do meu filhote.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Roupitchas de bebê

Tem coisa mais gostosa do que comprar enxoval de bebê antes dele nascer? É uma delícia tentar imaginar a carinha dele, o jeitinho, o tamanho, o cheiro. E as roupinhas ajudam muito a criar esse imaginário romântico da maternidade. Aí, a cria nasce, a sua cota de lavanderia triplica e a realidade pede licença ao romantismo e se acomoda.

No início, era muito vazamento de número 1 e às vezes de número 2, e tinham as golfadas, de maior ou menor monta. Com a introdução de alimentos sólidos, veio a sujeirada de legumes e frutas. Se tiver beterraba então, putz, é roxo pra tudo que é lado. Na creche, a sujeirada aumenta. Tem o parquinho de areia e o chão, parceiros diários do meu filhote (confesso que, em casa, quase não botava ele no chão, achava sujo demais, frio, sei lá, vivia com ele no colo, na cama ou no sofá). O resultado disso tudo é que eu lavo toma semana praticamente TODA a roupa do meu filho.

Davi não tem tanta roupa assim. São duas gavetas da cômoda. Só. Entre roupinhas, toalhas, lençóis, meias e outras coisitchas do universo baby. Primeiro porque acessórios de bebê estão pela hora da morte. Segundo porque não tenho espaço hoje aqui em casa (ai, obra, fica pronta logo?). Então, todas as roupas atuais dele ficam nessas duas gavetas e é tudo usado durante a semana. Nunca vi gastar roupa como em creche. São de 3 a 4 modelitos por dia! Boto as roupas mais tronchas para ele bater bem, mas as mais bonitinhas também estão entrando na roda (se não usar, vai perder logo).

A base do enxoval dele (o que eu comprei, porque muuuuita coisa ele ganhou com as visitas de familiares e amigos) foi a Carters. Acho que todo mundo (que está tendo filho por agora) conhece a marca. Bom, bonito e barato. Tudo made in china. Meu pai trouxe uma mala de uma viagem que fez a trabalho aos EUA. A maior parte eram roupinhas de 3 e 6 meses.

Também andei comprando umas coisinhas em shopping e lojas de rua, mas tudo muuuuito caro. Aproveitei alguma coisa em promoções de shopping, abastecendo o armário com algumas peças de números maiores, mas não rolou de fazer grandes compras, só se eu vendesse um rim.

Só que eu tô achando o Davi extremamente sem roupa! Essa semana fez um frio danado aqui no Rio e praticamente todas as calças dele estão pescando siri. Os bodies de manga comprida esto apertados e deixam os punhos do Davi aparecendo de tão curtos. Comprei alguma coisa para ele de tamanhos maiores (9 meses e 1 ano), mas a maioria foi roupa de verão. A não ser que não faça frio ou chova mais nenhum dia nessa cidade até março, preciso asap comprar roupitchas para esse menino.

E foi o que eu fiz. Descobri dois sites bacanas, que entregam no Brasil. Um deles, da marca Gymboree, tem roupas bem humoradas, bem estilo Carters. Na promoção, os preços estavam bem convidativos. Encomendei algumas coisitchas. E o outro, o Eoutlet4u, traz roupas de diferentes marcas (inclusive Carters) a um preço um pouquinho mais caro do que no site original. Encomendei mais um pacotinho e já mandei entregar no endereço da casa nova.

Em breve, Davi vai estar desfilando por aí com vários modelitos novinhos em folha.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Últimos causos da creche

A adaptação do Davi na creche continua... só que para mim. Achava que estava tranquila, levando razoavelmente numa boa, até sexta-feira passada.

Tenho ido TODOS OS DIAS dar de mamá na hora do almoço. Tem sido bem desgastante, principalmente por conta do trânsito. Pego engarrafamento quase todos os dias e passo mais ou menos uma hora (ida e vinda) dentro do carro. Lá mesmo, com o Davi, é rapidinho. Uns 10, 15 minutos, que passam em questão de segundos. Por conta desse trânsito, acabo ficando mais de uma hora fora do trabalho, mas o pessoal tem sido bastante compreensivo e tenho conseguido fazer este esquema. Quando chego, procuro almoçar rapidinho (tem restaurante na minha unidade), para o abuso não ser tão grande.

Bem, isso tudo para falar que eu tenho ido dar de mamá porque realmente quero, realmente acredito que é o melhor para o meu filho. É uma forma de ficar mais tempo com ele (nem que seja durante uns minutinhos), dar aconchego, colo, peito, além de alimento. E é também uma forma de manter a produção de leite em alta (e está muuuito em alta).

Em geral, é uma alegria encontrá-lo, mas na última sexta foi meio difícil. Um monte de coisa estava passando pela minha cabeça (desgaste físico de ir até a creche + dormir picado de noite e ir trabalhar no dia seguinte + o início do horário de verão que iria me obrigar a acordar de noite, antes do Davi acordar + nova rotina de trabalho-creche que começa a se estabelecer). Enfim, várias coisas que já me deixaram assim marromenos, meio em baixa.

Cheguei na creche e apertei Davi com todas as forças. Ameacei um choro, mas me segurei. Coitado do garoto, não merecia me ver assim. Merecia, sim, me ter inteira ali, naquele momento. Feliz, para deixá-lo feliz. Na hora de ir embora, entreguei para a tia do berçário e ele fez uma coisa que nunca tinha feito: se jogou pra mim quando fui me despedir.

Ai. Morri. Peguei ele no colo e comecei a chorar. Mas contido porque tava na creche; desabei mesmo foi no carro. Me dei o direito de chorar até o trabalho. Depois foi sacudir a poeira e dar a volta por cima.

Pra compensar o estrago de sexta, Davi resolveu me dar um presente na segunda. Parece até que quis me recompensar. Fui buscá-lo, depois do trabalho. Estava no colo de uma das tias. Assim que me viu, abriu o maior sorrisão e gargalhou alto. Do nada. Quer dizer, do nada não. Foi por mim, por ter me visto. Um presente! Até porque o normal dele é vir para o meu colo e cagar solenemente para a minha pessoa, com o seu dedinho na boca.

Nesse dia da gargalhada, ele tinha vomitado na creche. Engasgou com a comida e colocou pra fora. Já tinha acontecido aqui em casa. Eles liquidificaram a comida e ofereceram para ele de novo, que comeu tudo (por isso nem me preocupei). Não sei se foi por conta disso, mas quando chegou em casa, mamou e apagou, super cedo. O pai também dormiu cedão; tinha passado mal também, colocou todo o almoço para fora e foi deitar. O resultado disso tudo foi o seguinte: euzinha da silva deitada, largada no sofá da sala, sozinha, como há muuuuito tempo não ficava. Posso ser uma mãe e uma mulher relapsa (por achar bom as circunstâncias causadas pelos vômitos de ambos), mas eu bem gostei desse tempinho só!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Problemas de maior e menor monta

Já contei que no dia antes de começar a trabalhar, Davi já tinha apresentado a primeira febrinha esquisita. Tinha tido febre antes, mas todas foram reações normais às vacinas de cada mês. Nunca tinha tido uma gripe, uma virose, uma ziquezira sequer. Estava rouquinho, a rouquidão foi embora e deixou em seu lugar um monte de catarro e uma febre chatinha, que teimava em aparecer quase todo dia, no início da noite.

Achei que tinha ficado bom e abusamos no último final de semana, batendo perna na rua com a sogrita. Chegou em casa no último sábado e ficou quentinho sábado, domingo e segunda à noite. Enchemos o saco do nosso pediatra (que sempre nos atende e, aliás, reforça em praticamente toda ligação que devemos ligar antes de dar qualquer remédio para o Davi). A febre vinha baixinha, sempre no final do dia, e cedia logo com o remédio. Davi não ficou prostrado e o apetite continuou bom (ele não é glutão, mas almoça, lancha e janta todo dia e ainda está mamando horrores). Então, estávamos tranquilos.

O ruim é que o sono dele estava bem marromenos: imagina só um bebê de setes meses cheio de catarro e sem saber assoar o nariz? Funga-funga e ronca-ronca a noite inteira, além de muuuuito suor, porque eu agasalhava a crinaça com febre e, depois de um suadouro, a febre cedia e o resultado era uma cama (a minha) completamente molhada.

Depois do terceiro dia de febre, não conversamos. Fomos ao pediatra. O doutor examinou, viu que não tinha fluido no pulmão, só nas vias aéreas. Então, era esperar e dar bastante água que a catarrada iria embora. Segundo ele, pode ter sido uma gripezinha que está atacando geral no Rio de Janeiro ou pode ter sido dente. Louco, né, dois dentinhos darem febre e nariz escorrendo... Vai saber... Mas já tá bom, não teve mais febre. Ieiii!!

Tirando esse problema que estava literalmente me tirando o sono, outra coisa também anda me chateando. Mudando completamente de assunto, tenho me incomodado muuuito com as tias da creche. Mas por uma coisa boba, mas que me irrita: essas tias berçaristas não sabem combinar roupinha de bebê, minha gente!!

Sério, sou uma pessoa que prezo muito o senso estético das coisas, que ficou a princípio um pouco decepcionada na ultra que determinou o sexo do bebê e limitou a zero a quantidade de frufrus e afins que essa criança poderia usar (queria uma menina, mas hoje não me vejo de outra forma a não ser como mãe de garoto, vai entender...).

Vestir um menino de uma forma fofa não é muito difícil. Não tem muitos apetrechos. Basta coordenar as cores, em geral bem básicas, típicas de um guarda-roupa masculino: azul marinho, verde, branco, marrom e por aí vai. E não é que essas professoras da creche conseguem descombinar toda a combinação e o Davi é o único bebê que sai da creche todo assim meio troncho, breguinha, descombinante? Eu coloco as peças que casam, que combinam, bem pertinho umas das outras na bolsa. E elas vão e trocam tudo! Posso virar personal baby stylist e dar uma aulinha para essas tias?

Bem, mas se esse é o maior dos meus problemas com a creche, tô no lucro! :-)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Sorriso (quase) banguelo

Eu já tinha comentado que o dente do Davi tinha nascido aqui. Havia sentido a serrinha nascendo com a ponta dos dedos. Mas agora já dá para ver!!! E o dentinho solitário ganhou um "amigo": o dente do lado ficou solidário ao crescimento do companheiro e resolveu dar o ar da graça também. O resultado é esse sorriso quase banguelo aí debaixo. Tudo muito lindo, tudo muito bom, mas meu peito não gostou muito dessa novidade não. Já ganhou cada mordida... Mas a amamentação segue aqui firme e forte!

Colocando as presas...

... e as garras de fora!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sobre sono e cama compartilhada

Eu havia comemorado há algum tempo, quando o Davi estava mais ou menos com uns quatro meses. Ele dormiu a noite inteira (20h às 6h) durante uma semana. Ó só aqui como eu achava que esse negócio ia durar (ah, coitada...). Como a evolução de sono dele tinha sido bem progressiva (acordava a primeira vez à noite às 2h, depois só às 3h, depois só às 4h, até chegar na semana mágica, em que acordou só às 6h), eu estava crente que daí para frente era só alegria, noites e mais noites bem dormidas.

Ledo engano. Os fogos de artifícios aqui em casa duraram só uma semana. Depois disso, ele passou a acordar com o menor barulhinho que fosse em casa. Como moro em um quarto e sala, não fazer barulho em casa para acordar o bebê que está no quarto ao lado é uma coisa complicada. E, mesmo depois da gente já ter ido dormir, Davi começou a acordar também. E eu percebi que não era só para se alimentar. Era também, porque um peito esse menino não recusa. Mas também era para ter aconchego, encostar na minha pele, ganhar um colinho (o mesmo lugar em que ele havia adormecido).

Comecei a ler na internet e nos outros blogs maternos sobre este assunto. Muita gente recomenda que o bebê adormeça sozinho no berço para que, se ele acordar no meio da noite, ele mesmo se auto-acalme e volte a dormir sozinho. Só que fazer um bebê dormir no berço sozinho é meio complicado. Deixar chorar está fora de cogitação para mim. Então, dou o peito e tento colocá-lo no berço quando ele ainda está meio sonolento, quase dormindo, mas quase sempre ele adormece antes no meu colo.

Daí, quando o bichinho acorda, sente a minha falta e quer voltar para o mesmo local onde adormeceu. Ou pelo menos quer um contato, quer pele. E essas acordadas dele são as mais randômicas: às vezes logo depois que eu o coloquei para dormir, às vezes só às 2h da manhã. "Vareia".

Então, resolvi fazer o que muita, mas muita gente reclama quando eu digo: boto o Davi para dormir comigo. Cama compartilhada. "Ah, mas esse menino vai se acostumar muito mal", ou "não vai mais querer sair da sua cama", "e o seu marido? ele vai achar que você está deixando ele de lado", ou "mas você não esmaga essa criança dormindo?". São só algumas pérolas que escuto e tento fazer ouvido de mercador. Sim, vou acostumá-lo a dormir comigo; sim, ele não vai mais querer sair da minha cama; sim, meu marido está sendo deixado um pouco de lado em função do baby (sorry, Tide!!); e s...... não!, eu não esmaguei a criança (até agora rsrsrs).

A minha lógica é a seguinte. Davi dorme beeeem melhor comigo do lado. Começa a noite dormindo no berço. Acorda, dá uma mamada básica e volta a dormir rapidinho, coisa de dez minutos no máximo. Se não estiver na cama comigo, pode voltar a acordar em menos de meia hora. Se estiver do meu lado, esse soninho pode durar a noite toda. Então, porque não colocá-lo comigo? Eu gosto, não me incomodo, durmo o sono dos justos. Ele fica lá, colado nimim, igual um gatinho. O Tide até reclama um pouco (ele tem o sono muito leve e acha que vai esmagar o Davi), mas agora já se acostumou (até porque o Davi cola é em mim, de preferência com a cara no meio dos meus peitos).

E se depois for dar trabalho para tirar ele da minha cama, depois eu tenho esse trabalho. Posso estar cuspindo para cima, mas eu acho melhor garantir o sono de hoje do que a não-chateação de amanhã.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Primeiro banho de piscina

No sábado, dia de calorzão aqui no Rio, Davi fez seu début na piscina aqui do prédio. Temos que aproveitar enquanto ainda não nos mudamos, porque na casa nova não terá piscina!

Davi amou! Entrou na água um pouco desconfiado, com os olhos arregalados, sem nem se mexer direito e agarrado em mim. Mas depois se soltou, bateu as perninhas, boiou. Olha só a sessão de fotos.

Prestando uma atenção em tudo

Rindo para o pai-fotógrafo

Fofura gordicha

Cara de um, fucinho do outro (será?)

"Ops, engoli água!"

Atacando as bolinhas

Só no relaxamento

Comendo a bola II, a missão

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Volta ao trabalho

Segunda-feira foi dia de voltar ao batente. E o coração como é que ficou? Despedaçado...

Engraçado que, quando pensei nesse dia enquanto estava grávida, achei que iria ficar numa boa, achando ótimo de ter um tempo longe da cria, para pensar em outras coisas. Eu nunca fui muito maternal, nunca fui daquelas meninas de fazer festa com bebê alheio. Aliás, nunca nem tinha pegado no colo um bebê mais novinho. Então, achei que esse seria um dia tranquilo, em que no fundo me sentiria bem por esta retomando uma parte de mim que havia ficado um pouco de lado.

Só que sinceramente não foi isso que aconteceu. Já havia começado a adaptação na creche há 15 dias. O primeiro baque, de ficar longe dele um dia inteiro, já tinha acontecido. Mas mesmo assim, ir trabalhar, sair ainda mais cedo, ficar ainda mais tempo longe, não foi muito fácil não. E para completar a situação, Davi resolveu ter febre e vomitar domingo à tarde, na véspera. Estava meio rouco desde quinta. Como é que eu sei? É que o som que ele normalmente faz, de "uh, uh, uh", saía abafado. E eu achei a coisa mair lindja ever (mãe desnaturada) e nem me preocupei, pois ele estava bem ativo. Só que depois do almoço, no domingo, foi piorando, piorando, até ficar bem prostradinho. Estava achando que ia faltar logo no primeiro dia de trabalho. Ainda bem que a febre baixou na segunda de manhã e foi possível deixá-lo na creche.

Estou indo dar o peito durante o almoço, mas não sei quanto tempo vai ser possível fazer isso. Peguei um super trânsito para ir e voltar no primeiro dia. Praticamente engoli a comida quando voltei ao trabalho (tem restaurante dentro da minha unidade), coisa que para mim nem foi assim tão diferente do dia-a-dia com um bebê. Mas foi cansativo. E o pior é que mal tinha dormido na noite anterior. Bebê constipado tem um sono do cão, dorme e acorda o tempo todo. Que nem a gente né? Que acorda toda hora quando está de nariz entupido.

E, além disso tudo, na segunda também começou a obra da casa nova, que está quase que completamente na mão do marido. Parece que passou um furacão no apartamento. A quebradeira está a pleno vapor.

Será o início do meu inferno astral? Só que meu aniversário é em maio!!!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mea culpa

Mais uma confissão para a minha lista: Davi vomitou por minha causa.

Desde que começou a comer, ele não bate pratão. Come pouco e faz cara feia sempre. Tenho de segurar o peito para deixá-lo com fome. Só assim para ele dar umas boas colheiradas. Só que nesse último domingo eu me excedi. Nessa ânsia de fazer a criança comer, esquentei a papinha do almoço e fui dar a dita cuja, mesmo tendo dado o peito duas vezes naquela manhã. Preparei os brinquedinhos e o computador para servirem de distração. Algo que considero infalível (quando não tem o violão do pai) é a abertura da novela que terminou agora, Cordel Encantado. Aquelas figurinhas de xilogravura em preto e branco combinadas com a música do Gil sempre foram hit da hora de comer. Davi fica paralisado assistindo.

Tudo preparado, criança no cadeirão, começo a dar o almoço. Come uma, duas colheres e só. Tranca a boca. Faço palhaçada, dou replay 357 vezes na abertura de Cordel, balanço brinquedo. Faço de um tudo. Nada funciona. Só que o danado ri. E eu confesso: bem me aproveitei de um sorriso dele e lá foi uma colher cheia. Davi faz cara feia, como se fosse vomitar. E vomita. As duas colheiradas e todo o leite da manhã e da madrugada (ou pelo menos eu acho que era, porque foi muuuito).

"Caraca, que m... que eu fiz". Fico meio paralisada. O que fazer primeiro? "A criança, limpa a criança primeiro, sua anta". Pego o Davi e tiro babador e roupa. Dou uma limpada rápida na pia, enquanto abraço, encho de beijos e peço um milhão de desculpas. Fiquei me sentindo a pior mãe do mundo: como é que alguém enche tanto um bebê assim ao ponto dele vomitar? Começo a esboçar um choro (mas me controlei) e só sei falar "desculpa, filho". E ele, o que faz? Ri pra mim, como se não houvesse amanhã, como se nada tivesse acontecido.

Então, nota mental para mim: nada de distrações na hora de comer. Se comer pouquinho, deixa. Vai ver o leite já está sendo o suficiente.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

7 meses

Davi fez sete meses. Depois da ida mensal ao pediatra, aí estão as medidas do bebezão: 9,070kg (já dá para usar as fraldas G, gzus!!!), 71,5cm de altura e 45,5cm de cabeção. Tá um homem esse menino! hehehe

E ainda de quebra ganhou um presentão! Vovó e vovô viajaram e trouxeram um negócio super interessante. Cada coisa que inventam para bebês... Com esse bouncer, você pendura a criança na porta por uma mola e ela fica ali, "bouceando". Davi amou esse negócio! Ficou pulando e rindo. Difícil foi tirar uma foto com foco. O garoto não parava.

 


sábado, 24 de setembro de 2011

Vira-lata já tem dente

Uma semana de creche e Davi recebeu o certificado de 100% adaptado. Ele está se saindo um bom vira-lata esse menino. Ri para todo mundo. Não chorou nem um dia (só na quarta que deu uma reclamada perto da hora do almoço porque queria mamar - mamou, passou). Adaptação show de bola até agora. Uma coisa bem progressiva: duas horinhas no primeiro dia, na quarta já começou a almoçar, na quinta ficou até o lanche e na sexta chegou a jantar. Aliás, na sexta-feira, Davi participou de sua primeira festa (da primavera) e por isso teve de ir com uma roupa vermelha para a creche (primeiro "dever de casa" hehehe).

Estou indo sempre ao meio-dia para dar o peito e quero tentar manter essa ida à creche na hora do almoço quando voltar a trabalhar, pelo menos nos primeiras semanas. Não sei se vai ser possível, porque o dia-a-dia no trabalho não é tão rotineiro. Posso estar mais pegada em alguns dias e vai ser complicado dar essa escapada, mas acho que, no início, nem que seja na primeira semana, vai dar sim. Vai ser um esforço (trabalho a uns 20 minutos de carro da creche), mas vai valer muito.

Na sexta, quando amamentava o Davi na hora do almoço conversei com outra mãe que estava fazendo o mesmo que eu. A filhinha dela demorou um mês para se adaptar, tinha de ir embora em menos de uma hora na primeira semana porque ficava rouca de tanto chorar, segundo essa mãe. Percebi que, apesar do meu coração apertado por ficar longe dele, tenho mais é que agradecer por ele está passando por essa mudança de forma tão tranquila.

E para fechar a semana com chave de ouro, papai percebeu que o primeiro dentinho do Davi já está apontando!!! Fui conferir e, realmente, quando você passa o dedo em cima da gengiva, dá para sentir uma serrinha e já é possível ver uma linhazinha branca de dente na parte de baixo. Tô doida para tirar uma foto do meu ex-banguelo com um dente-filho-único na boca - não vai demorar muito!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Casa nova, tudo novo

Bem, nem tudo vai ser novo, mas vai ser chique o apartamento! Pegamos as chaves da casa nova no dia 1 de outubro e a obra começa na segunda-feira, dia 3, mesmo dia que volto a trabalhar. E só deve acabar depois de cinco semanas (início de novembro). Sentiu o drama da pessoa aqui? Vai rolar em breve uma mudança de casa, para um lugar ainda sem armários (que só devem chegar lá para dezembro, se não for janeiro). Casa sem armários e bebê começando a engantinhar... Vai ser bárbaro isso!

E aos poucos, mas bem aos poucos meeesmo, vou comprando as coisas faltantes para a casa, tipo mesa de jantar, panelas, aparelho de jantar, mesa de centro, tapete, cortinas... Moro num quarto e sala hoje e tenho pouquíssima coisa ou quase nada. Só que essas compras vão ser feitas com muita calma nessa hora, porque obra é uma coisa que deixa famílias sem dinheiro (e por aqui não vai ser diferente). Aliás, compra de apartamento + obra + creche estão causando uma evasão de divisas da minha conta bancária sem precedentes!!!

O bom é que as coisas estão se encaixando. Davi começou na creche e, enquanto ele está lá, estou resolvendo mil coisas, entre elas escolher pisos e revestimentos para a casa nova. Ô, o negócio vai ficar lindo!!! Tô empolgada (até porque só escolhi as coisas, ainda não paguei hehehe). A empolgação maior de todas é com o quarto do Sr. Davi. Lembra que eu estava às voltas com a compra de um kit berço? Achei um ma-ra-vi-lho-so, num preço digno, em uma loja de Botafogo. Chegou essa semana e fui lá buscar. O berço dele ainda não existe, mas já estou usando no berço desmontável que hoje habita a lateral da minha cama. Tem que usar porque daqui a pouco esse bebê vira um menino!!! Aliás, Sr. Davi já fez a proeza de segurar sentadinho na borda do berço e se levantar sem apoio. Isso, claro, eu colocando ele sentado de frente para a borda do berço (ele ainda não se levanta para sentar sozinho). Então, muito em breve, o berço será "descido" e o kit berço vai ficar bem escondidinho. Humpf... Mas o que vale é que eu comprei o bendito!!  

Quer saber o preço? R$500,00, o mesmo valor de ingresso para duas pessoas para um dia de Rock in Rio, que eu não vou. É, as prioridades mudam...

Kit berço com direito a bebê-modelo na foto

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Judia de mim, judia... II

Já falei que meu esporte favorito é judiar de criança para conseguir uma foto bacana, não é? Olha só que formosura esse bebê gordo de fone retrô! E a outra com os brinquedinhos mais novos, presentinho do papai.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Primeiro dia na creche

Enfim que chegou o dia. Davi começou sua adaptação na creche ontem. E, como era de se esperar, o bichinho não estranhou ninguém e se divertiu muito. Agora, eu e o pai ficamos com uma dorzinha no coração.

Assim que chegamos de manhã cedinho, conforme o combinado com a equipe da creche, entregamos Davi para a professora, que foi direto para o parquinho com areia, onde já estava a turma do Berçário I pegando o solzinho da manhã. Davi nem tchum pra mim. Foi ele lá, tranquilão, para os braços da professora. Eu e o pai ficamos de longe, tirando fotos e de óculos escuros, para esconder as lágrimas que os dois estavam derramando na hora. O Davi nem aí para o que estava acontecendo e a gente super com o coração apertado.

E o que foi a primeira coisa que fez no parquinho? Pegou areia e foi direto na boca. Ele estava sentado no colo da professora na hora, mas mesmo assim em segundos o danado comeu areia. Já começou a fortalecer o sistema imunológico nessa creche. Depois de alguns minutinhos pegando sol, foi para a sala dele para aula de inglês. É, isso mesmo, você ouviu direito. Com seis meses, Davi já tem aula de inglês. Uma fofura.

A professora leva uns brinquedinhos, canta música, usa fantoches. Um entretenimento bebezístico, só que tudo falado em inglês. Já para as crianças irem se acostumando com a sonoridade de uma outra língua. Achei muito legal. E foi só isso no primeiro dia. Ficou umas duas horinhas e foi para casa, o mesmo que aconteceu hoje.

Conversei com a nutricionista e Davi já começa a almoçar amanhã. Seu tempo na creche vai aumentando progressivamente e amanhã sai depois do almoço, ao meio-dia. Tomara que ele não estranhe muito, mas se continuar nesse andar da carruagem, vai ficar tudo bem. Como é adaptação, eu fico lá pela creche mesmo, caso ele precise em algum momento da minha presença (ou melhor dizendo, do meu peito).

Vamos ver como serão essas duas semanas, mas quero me programar para vir dar o peito a ele pelo menos nos 15 primeiros dias, para não ter uma ruptura muito grande. Viria na hora do almoço, uma certa mão de obra para mim, pois trabalho longe. Mas vamu que vamu; uma hora essa rotina entra nos eixos.

Aí vão umas fotos e vídeo do primeiro dia. Mãe, o vído é para você (minha mãe é professora de inglês). Acho que você deve estar curiosa para ver. :-)

Davi no colinho da professora pegando sol

Sala de aula do "Minitinho"

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Tô que nem peru

Pois é, tô sofrendo de véspera. A adaptação do Davi na creche começa na segunda-feira e já estou sentindo o peso da culpa. De deixá-lo longe de mim, sem o peito, que o ajuda a dormir de dia e o alimenta.

Ele já está comendo três refeições por dia (2 salgadas e 1 doce, em geral uma fruta no lanche), mas ainda mama durante o dia. Não aguento ficar segurando o peito para já ir acostumando. Até tentei só dar peito de manhã e depois só à noite. Mas não consegui, nem uma vezinha sequer. Ele ameaça uma reclamação e lá vai o santo peitinho para resolver. Então, decidi desencanar e dar o peito entre as refeições, cuidando só para não dar muito perto da hora da comida. O que me conforta é que pelo menos comendo ele já está. Morrer de fome não vai.

Tirando essa questão do peito, outra coisa que me angustia é a nova rotina que se aproxima. Se hoje eu já não tenho tempo de cuidar de tudo na minha casa, imagina só quando eu estiver trabalhando todos os dias? Minha casa vai virar um chiqueiro! Isso sem falar nos momentos para se ter vida social e dar atenção ao marido. Vou chegar em casa na hora de buscar o Davi na creche, louca para ficar com ele. Vamos seguir sua rotininha de sono e vou ter que dormir mais cedo, pois chego no trabalho às 7h20. Sentiu o drama? Que horas será que vou ter que dormir? Às 9h, uma hora depois de colocar o Davi para dormir? Não que isso seja difícil pra mim, sou boa de cama, mas vai me sobrar uma hora para comer, tomar banho, dar atenção ao marido e ajeitar as coisas para o dia seguinte. Sei que vou dormir mais tarde que isso, mas vai ser complicado conseguir horas de sono suficientes para ir trabalhar no dia seguinte, considerando que o Davi acorda de madrugada para mamar.

Mas tirando essas preocupações, aquilo que está mais me doendo é não estar presente no dia-a-dia do Davi. Ele, tão novinho, já vai passar pela sua primeira separação, o primeiro baque, e eu não posso fazer nada para evitar. Preciso trabalhar, minha renda é hoje indispensável para a minha família. Não tem como, não tem jeito. Mas não me conformo. Sei que vou deixá-lo na creche com o coração apertadinho. Espero encontrar um ambiente cheio de afeto, com pessoas queridas e amorosas. Sim, eu já conheço a creche do meu filho, mas acho que a certeza da escolha certa mesmo eu só vou ter durante a adaptação, vendo como as cuidadoras atuam ao longo do dia. Não vai ser a mesma coisa que amor de mãe, mas se eu sentir que lá ele terá, além do cuidado, o carinho e o afeto das cuidadoras, meu coraçãozinho já vai se confortar um pouco.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Papa tudo

Sabe qual a melhor solução para uma criança que não quer jantar? Serenata!

Tenho ficado frustada, achando sempre que o Davi não come o suficiente. E já tinha tentado todo tipo de distração: brinquedinhos variados, bate-bate de colher na mesa, gritinhos e barulhos esquisitos com a boca, dacinha maluca. Mas o que funcionou mesmo e bem foi o violão.

Sentado em um banquinho em frente ao cadeirão, papai tocou e cantou um monte de música. E eu fui acompanhando também. Foi a primeira vez que Davi não reclamou nadica de nada enquanto comia. E comeu um montão! O pai está contratado para tocar em todo jantar. Já falei que eu pago o couvert artístico!

E para celebrar este momento, aí vai o vídeo da primeira papinha salgada do Davi. Foi gravado há algumas semanas. Ele já melhorou horrores para comer, abre o maior bocão. É legal ver o quanto ele já evoluiu em pouco tempo.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Explicação de especialista sobre a prisão de ventre

Gente, blogosfera materna é tudo bom! Acho que só agora finalmente compreendi o por quê da prisão de ventre do Davi. Mesmo só sendo alimentado no peito, ele começou com esse probleminha aos quatro meses, que só se resolveu agora, com a introdução das papinhas sólidas. A Paloma, do Peripécias de Cecília e Fofices de Clarice, traz toda segunda uma sessão de perguntas e respostas com um pediatra bacana. E ele explicou a razão dessa constipação do molequinho:

"Hoje em dia, todos sabemos que alguns bebês, principalmente quando alimentados ao seio, podem fazer um pouco de obstipação. Isso se deve a vários fatores, inclusive ao fato de o leite materno ser tão totalmente absorvido que sobra pouco para eliminar pelas fezes. Por outro lado, se o bebê demora quatro ou cinco dias, mas, quando o faz, não sente dor, não apresenta cibalos (bolinhas), não sangra, pode ser considerado normal. À medida que a criança for crescendo e principalmente após o mes, quando se introduzem legumes, hortaliças e cereais, ela tem tendência a evacuar mais.
Um outro motivo para não evacuar é a hipogalactia, ou seja, quando a mãe não está conseguindo suprir toda a necessidade do bebê, mas aí ele fica irritado, chora, não ganha peso - e pelo jeito não é o seu caso. Amamente mais, à vontade, sem se preocupar muito com horários (livre demanda) e verá que provavelmente isso é passageiro, não fique angustiada com essa questão. Seguramente o seu bebê está urinando bem, não é? Outra coisa: para você, mãe, a única coisa que recomendo é tomar bastante água para relaxar e deixar o bebê mamar à vontade. Qualquer coisa volte a se comunicar conosco."

Foi exatamente como ele falou, passageiro. Acho que o Davi se amarrava tanto no leitinho que queria aproveitar até a última gota! E agora já estabilizou a o número dois voltou a dar o ar da graça.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Fim da prisão de ventre e início de um novo calvário

Esse post é para comemorar!!! E para desabafar também... Acabou a prisão de ventre do Davi. Desde que começaram as comidinhas sólidas, esse probleminha foi melhorando, melhorando, até acabar por completo. Com a papinha de mamão, aveia e mel, Davi já estava fazendo o número 2 sozinho a cada dois dias. Não falhava. No terceiro dia, sempre vinha o dito cujo. Agora que já começaram as papinhas salgadas, esse tempo começou a encurtar. Passou a ser dia sim, dia não e depois todo dia. Agora, já teve até dia em que aconteceu duas vezes!!! E, com isso, tive uma nova descoberta: se o baby comer beterraba, o cocô sai roxo! Me disseram que com adulto também é assim, mas como não como beterraba, não sabia disso. Achei engraçadão!

Só não tá sendo uma maravilha essa substituição de mamada por comida. Eu nunca sei se ele já comeu o suficiente. Dou até ele reclamar bastante, quando uma distração, com um brinquedo, com uma música ou uma careta, já não ajuda mais a terminar a refeição. E também não consegui ainda substituir as mamadas diárias por comida. Mês que vem volto a trabalhar e Sr. Davi só vai poder mamar de manhã cedinho e à noite.

Já dou beeem menos peito durante o dia, mas quando ele reclama muito, confesso que não resisto e dou. Gosto de amamentar e, além disso, acho que é um ótimo cala-boca. Reclamou? Chorou? Mamou! E a reclamação e o choro vão embora rapidinho. Como Davi não recusa um peito, essa "arma" é infalível!

Fico achando que essa substituição completa de mamada por refeição só vai ser possível quando ele estiver na creche. Me seguro para não dar peito e, quando consigo, ele come bem melhor. Mas sempre acabo caindo em tentação. E fico frustrada comigo mesma por não ter segurado mais um pouco quando ele come pouco no horário da refeição. Tenho medo dele sentir muito no dia em que a opção do peito não estiver mais presente. Tô tensa...

sábado, 10 de setembro de 2011

Das coisas banais que fazem falta

Depois que o bebê nasce, a vida muda completamente. Isso não é novidade para mim. Sabia que ia sentir falta de coisas clássicas que se perde quando se tem um bebê, como dormir uma noite inteirinha. Só não sabia que ia sentir falta de coisas aparentemente banais, que até então nem tinha dado conta. Aí vai a listinha:

- andar de escada rolante: taí uma coisa que nunca achei que fosse sentir falta... hehehe De carrinho, não dá para descer ou subir de escada rolante. Só indo de elevador mesmo. Até já tentei andar na escada de carrinho (sem o Davi dentro! - tava no colo do pai e eu empurrando o carrinho vazio). Mas foi muito complicado e quase caí eu e carrinho no fim da escada. Então, só de elevador meeesmo. Só que elevador em shopping é artigo raro e disputado, enquanto escada rolante tem a cada esquina, praticamente. É um saco esperar elevador para se locomover. Ô saquinho...

- comer: não, eu não estou fazendo greve de fome desde que o Davi nasceu. Pelo contrário, tô comendo pra caramba, mais até do que comia quando estava grávida. Só que agora eu não digo mais que eu como. Eu me alimento, pra manter a engrenagem rodando, só. Acabou o prazer associado a comida. Não consegui ainda fazer uma refeição calma, tranquila, com direito a entrada, sobremesa e cafezinho, mesmo quando tem mais gente por perto para olhar a cria, tipo em almoço de família. Como rápido mesmo, fico agoniada, especialmente se o Davi estiver acordado (se estiver dormindo, como rápido também achando que ele vai acordar logo, logo). Se estiver sozinha com ele, eu praticamente engulo a comida numa garfada só. Ai que falta daqueles almoços loooongos, com direito ainda a uma soneca depois...

- pintar as unhas: há muito tempo eu mesma faço as minhas próprias unhas. Tenho váaarios esmaltes e habilidade o suficiente para achar que faço melhor do que muita manicure por aí. Gosto de fazer tudo com calma, de preferência assistindo algum programa bacana na TV. No início, assim que o Davi nasceu, não dava para nem dar uma ajeitadinha nas unhas. Ficaram uó. Hoje, já consigo "cuticular", mas pintar mesmo não dá, só se tiver alguém por perto que possa ficar com ele até eu terminar. Tirar cutícula com o Davi por perto dá para fazer. Se ele começar a ficar entediado, chorar ou se acontecer qualquer coisa, dá para parar tudo e pegar ele. Agora, não dá para fazer isso com a unha recém-pintada. Imagina ter de parar o processo de pintura porque o moleque acordou da soneca? Ia ser uma melecada só. E não rola de fazer de noite antes de dormir (quando sono do Davi é mais longo) porque senão ia ficar tudo amassado e feio (não ia aguentar esperar muito tempo para dormir só por causa da unha, morro de sono).

- fazer alguma coisa e terminar antes de começar outra: eu começo a lavar a louça. Davi reclama. Pego brinquedo e dou. Começo a arrumar a cama. Davi quer atenção de novo. Brinco mais um pouco. Vou ao banheiro e descubro que acabou o papel higiênico. Vou pegar e, no meio do caminho, Davi já quer minha atenção de novo. Pego no colo. Sinto fome. Vou ver o que tem para tomar café. Boto pão para esquentar no forno. Vou ver o Davi. Sinto cheiro de queimado. Resultado: não terminei de lavar a louça, não arrumei a cama, não troquei o papel higiênico e queimei meu pão. Sentiu o drama? Claro que não é punk assim todo dia, mas sempre paro de fazer algo para atender o Davi e não termino (ou só termino muuuito tempo depois).

- dormir ou ficar em casa sem sutiã ou top: meu peito vaza. Até hoje. E principalmente agora, que tô começando a substituir comidinhas por mamadas. Ele fica cheio e vaza. Então, não dá para marcar bobeira e ficar sem os absorventes de peito. São uma das grandes invenções da nossa era! Imagina só ficar fedendo a leite há seis meses non stop? Tá louco! Só que nunca mais tive a liberdade de dormir sem alguma coisa me apertando. Pelo menos a cinta pós-parto já foi abandonada há séculos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Relato de parto - Parte III

Levaram o Davi embora para o berçário. Ele nasceu chorando com força, mas depois começou a apresentar sinais de cansaço, ofegante. "Vou dar duas horas de chance para ele", disse o pediatra. Se não voltasse a respirar com mais serenidade, iria para a UTI. E foi. Infelizmente.

Eu ainda não sabia direito o que estava acontecendo com o Davi. Voltei para o quarto, enquanto o pai o acompanhava no berçário. Minha mãe e minha irmã estava lá, me aguardando. Não lembro direito o que falamos. Não sei se foi a anestesia, o cansaço, o baque emocional, mas eu me sentia totalmente dormente. Estava feliz pelo nascimento, mas ao mesmo tempo me sentia desconectada. Não parecia que aquilo tudo estava acontecendo.

Tentamos eu e o pai dormir um pouco. Já era de manhã e se eu dormi uma hora de sono foi muito. Logo chegou a mãe dele e alguns familiares. Eles falavam, falavam, sem parar. Era muita felicidade. Lembro de só balançar a cabeça e sorrir, como se estivesse concordando e acompanhando a conversa, mas a verdade era que eu não estava entendendo nada. Estava grogue, desconectada.

Logo foram embora e a enfermeira trouxe meu almoço. Tinha de levantar, tomar banho e depois almoçar. "Recomendação do médico". Tentei levantar e aí sentir A MAIOR DOR da minha vida inteira. Forcei um caminhar até o banheiro para entrar no chuveiro, mas quase desmaiei. Fiquei branca e me colocaram de volta na cama, com a cabeça mais baixa do que o resto do corpo para o sangue voltar. Foi horrível. A pior dor.
Almocei com calma e lembro do Tide dizer: "você não que ir ver o Davi? Para isso, precisa levantar". E só aí me convenci de que não tinha mesmo outro jeito. Levantei, tomei um banho (e não sei porque o banheiro daquela maternidade tinha um espelho de corpo inteiro - ninguém merece se ver costurada e inchada como eu me vi). E fui me arrastando para a UTI. O Davi estava lá. Com um tubinho no nariz para ajudar a respiração (CPAP, o nome do aparelho) e os dois olhinhos roxos. Depois o pediatra nos contou que havia também um roxinho na cabeça, que logo sumiu. Ele nasceu bem amassado, como se já estivesse no canal de parto há muitas horas, segundo o pediatra (e eu sem sentir nada antes da bolsa estourar, vai entender). Aí começava a batalha dos 10 dias (conto melhor num outro post), que iria acabar na terça-feira de Carnaval, quando finalmente o Davi foi para casa.

Bem, taí o relato. Não foi do jeito que eu queria. Mas foi do jeito que aconteceu. Ouvi depois uma coisa que me confortou: "o melhor parto é aquele que a gente pode ter". Então, foi isso que aconteceu. Esse foi o parto que eu pude ter sem que nada mais grave acontecesse. Mesmo indo para a UTI, Davi estava bem e ficaria bem. E seu nascimento trouxe pra família, pra gente, pra mim, um sopro de vida. Uma certeza de que o inesperado nos traz sim boas surpresas.

Para fechar o relato, reproduzo abaixo um e-mail que minha mãe mandou para a família e amigos. Descreve bem e de maneira sucinta o que aconteceu naquele mês de fevereiro. O título do e-mail era VIDA-DAVI e inspirou o nome do blog.

Oi minha gente querida,

O ciclo da vida anda frenético mesmo. Depois da partida do meu irmão, dia 15/02, com tumor no pâncreas, chega o nosso Davizinho. Uma montanha russa de emoções que a vida nos coloca à prova mas também nos ensina do seu valor.

Meu irmão lutou até o fim para ficar entre nós, mas não foi possível, partiu aos 47 anos cheio de vontade de viver. Lembranças e muita saudade é o que ficou, além de muitos questionamentos sobre nossa própria vida.

Dia 27/02 o Davi se junta a nós cheio de pressa, nasceu de 8 meses, 2.380kg e 49cm, e por conta de sua mãozinha na cabeça (um pensador), o parto não pôde ser natural. Liza passa muito bem e o pai, Tide, não consegue parar de rir. Quanto ao Davi... já está agarrando nossos dedos com a força de um lutador e olhando nos nossos olhos com a certeza do que quer.

Então, comunico a todos os amigos e familiares que estamos mais uma vez celebrando a VIDA. Que tenhamos sabedoria para entender deste ciclo que nos tira e nos dá tantas alegrias.

Beijão a todos,
dos avós mais novos do pedaço, Miriam e Roberto
ps: e começa a babação...